sexta-feira, 5 de outubro de 2007

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Turquia é um bom vizinho, mas não é Europa


Giscard D`Estaing diz que «não há mais países para aderir à UE»

«A Europa está unida, não a dividam mais», afirmou esta manhã o antigo Presidente francês Giscard D`Estaing, que esteve no Porto para receber o Doutoramento Honoris Causa da Universidade Lusíada do Porto. O político, que teve um papel muito importante na integração europeia, esclareceu que para entrar na UE não basta querer, é preciso reunir um conjunto de características que se prendem com a identidade europeia.

D`Estaing afirmou até, que, neste momento, não há mais nenhum país que possa entrar, «talvez alguns países dos Balcãs, daqui a uns anos». De fora ficaria a Turquia que, para Giscard D`Estaing, «é um bom vizinho, um vizinho forte, mas não é Europa, é outra coisa».

Pai do Tratado Constitucional Europeu, que acabou pode ser abandonado, Giscard D`Estaing mostrou-se satisfeito com o texto do Tratado Reformador, a grande bandeira da Presidência portuguesa. «Não tem mais nada do que tinha o texto anterior e tem o essencial do outro». D¿Estaing faria apenas um «melhoramento»: introduzir a questão sobre os símbolos europeus, que estavam no Tratado anterior e foram omitidos neste.

O responsável acredita que o Tratado reformador será aprovado. «Somos 27, 25 estão a favor, penso que a Grã-Bretanha também acabará por aceitar. E não acredito que seja a Polónia a bloquear um texto que seja aprovado por todos os outros».

Durante o discurso, Giscard D`Estaing disse mesmo que, «os Estados-Membros têm direito a ter dúvidas sobre a integração europeia, o que não podem é atrasar o processo para todos os outros». E deu ainda uma solução à semelhança da que foi encontrada, por exemplo, para a moeda-única: «os estados podem definir o ritmo seguir, definir um estatuto especial. A integração é que não pode parar». Afirmou.

É importante esclarecer

Para Giscard D`Estaing, a União Europeia «não está a viver um bom momento» e se, em parte tem a ver com os problemas que a conjuntura económica tem acarretado a cada Estado-Membro, também tem a ver com a «confusão» acerca do que é pertencer à UE. «Os cidadãos não sabem bem o que a União Europeia lhes dá», disse D`Estaing. Mas esta confusão também se verifica ao nível político. «Os governantes dos Estados-Membros não sabem bem qual o papel que lhes compete a eles e quais os que são da competência das instituições europeias. O mesmo se passa com os responsáveis europeus».

Por isso, para D`Estaing é importante pôr fim ao «divórcio» entre os cidadãos e os responsáveis e, para que isso aconteça, é muito importante que todos saibam concretamente quais são os seus deveres e os seus direitos, é importante que «os textos sejam claros».


Ainda relacionado com o tema:

Presidente turco insiste na adesão à UE


O presidente turco, Abdullah Gul, pediu hoje, na sessão inaugural do novo parlamento do país, eleito a 22 de Julho, que sejam prosseguidas as reformas que visam facilitar a integração da Turquia na União Europeia, noticia a Lusa.
«Não tenho qualquer dúvida de que o parlamento desempenhará um papel primordial no prosseguimento e reforço das reformas», declarou.

O presidente dirigia-se aos parlamentares durante a sessão inaugural da assembleia saída das eleições antecipadas, convocadas após uma crise política desencadeada por um veemente campanha laica contra a candidatura de Gul, um antigo islamita, à presidência da República.

As eleições foram vencidas por larga margem pelo Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, no poder, oriundo do movimento islamita) a que pertencia Gul antes da sua eleição para a presidência.

A adesão de Ancara à UE sofreu um duro golpe em 2006, quando Bruxelas suspendeu as conversações sobre oito dos 35 capítulos de negociações que todos os países candidatos devem completar, depois da recusa de Ancara de abrir os seus portos a Chipre, país membro da UE não reconhecido pela Turquia.

Enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro governo do AKP, que ascendeu ao poder em 2002, Gul fez da integração na UE o seu principal cavalo de batalha, conseguindo lançar as conversações de adesão em Outubro de 2005.

fonte:
http://www.portugaldiario.iol.pt/not...513&div_id=291
http://www.portugaldiario.iol.pt/not...=291&id=860577

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Portugal e Espanha apresentam propostas conjuntas sobre imigração



O vice-presidente do Governo espanhol, Teresa de la Vega, afirmou hoje que Portugal e Espanha decidiram apresentar nas próximas cimeiras e conferências internacionais cinco propostas conjuntas para regulação e integração do fenómeno da imigração.

A «número dois» do executivo de Madrid falava após ter estado reunida com o primeiro-ministro, José Sócrates, em São Bento, num encontro em que fundamentalmente se debateu a agenda da actual presidência portuguesa da União Europeia em relação à imigração.
«Espanha e Portugal partilham os mesmos pontos de vista sobre a importância do tema e sobre as soluções. Ambos os países querem uma imigração legal, ordenada, com condições de integração e com base numa política de cooperação com os países de origem», declarou Teresa de La Vega.
Nesse sentido, a vice-primeiro-ministro espanhola adiantou que Portugal e Espanha vão apresentar «cinco propostas» conjuntas em todas as cimeiras políticas e conferências internacionais em que esteja em debate o tema da imigração.
«Na próximas cimeiras, ainda durante a presidência portuguesa, Portugal e Espanha vão defender a criação de balcões únicos nos países de imigração, nos quais se facilitará informação sobre as expectativas em termos de mercado de trabalho nos países de destino», disse. Teresa de La Vega referiu que a experiência do balcão único já se faz no Mali, «importando agora generalizá-la».
A segunda proposta luso-espanhola prevê a criação de redes de estabelecimentos escolares nos países de origem da imigração, em que se faça alguma formação em matéria de habilitações para se exercer uma função nos países de destino da imigração.
«Neste domínio, o Senegal está já algo avançado», comentou a número dois do executivo socialista de Madrid.
De acordo com Teresa de La Vega, as outras três propostas luso-espanholas consagram o princípio da integração e da imigração legal do ponto de vista político, condenam a imigração ilegal e defendem «o aumento do montante disponível no fundo comunitário destinado a apoiar o retorno dos imigrantes aos seus países de origem».
«O fundo da UE para apoiar o retorno dos imigrantes tem que possuir um nível de financiamento maior», sustentou a vice-presidente do Governo de Espanha.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Pol...ntent_id=58661

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Casa d’Italia Prati

Depois de 25 de Junho de 2007 [1], 28 famílias em dificuldades financeiras foram alojadas numa OSA (Occupazione a Scopo Abitativo, ou Ocupação com Propósito Habitacional em português), na zona de Prati, em Roma. O edifício encontrava-se abandonado há mais de 5 anos.

Para além das famílias, associações desportivas como um antigo clube de boxe de Roma também foram albergadas. O desporto é, com efeito, um elemento essencial para guiar a juventude de outra maneira abandonada na rua.

Esta OSA abriga também uma associação de mulheres vocacionadas para a família e realização artística. Um projecto de infantário gratuito está também em processo de instalação. Uma sessão de cinema é organizada uma vez por semana, seguida de debates e conferências. Não se pode deixar de referir a biblioteca, a publicação de uma revista local e diversos projectos artísticos.

A Casa d’Italia Prati devolveu um tecto a 28 famílias. Cada família dispõe de casa-de-banho e cozinha. Podem a partir de agora viver com dignidade e respeito, longe da visão materialista do mundo.
Mais que um simples espaço para viver, a Casa d’Italia Prati é um verdadeiro centro político, social e cultural.

[cc] Novopress.info, 2007, Texto original cuja cópia e difusão são consideradas livres, desde que se mencione a fonte de origem [http://pt.novopress.info]

sábado, 29 de setembro de 2007

Caminho da Servidão




«Não só teoricamente, como também historicamente, liberalismo e individualismo encontram-se na origem das múltiplas formas encadeadas da subversão moderna. A pessoa que se converte em indivíduo, ao deixar de ter um significado orgânico e ao desconhecer qualquer princípio de autoridade, não é mais que um número, uma unidade de rebanho, e a sua usurpação é em si uma fatal limitação colectivista. É assim que do liberalismo se passa à democracia, e da democracia a formas socialistas que tendem cada vez mais para o colectivismo. A historiografia marxista desde há muito tempo que viu com exactidão este encadeamento: reconheceu que a revolução liberal, ou do Terceiro Estado, teve a função de abrir brechas, servindo apenas para desagregar o anterior mundo político-social tradicional e para abrir caminho à revolução socialista e comunista, cujos expoentes deixaram a retórica dos “imortais princípios” e das “ideias nobres e generosas” aos ingénuos e iludidos.»

Julius Evola, «Homens entre as Ruínas», 1953

sexta-feira, 28 de setembro de 2007


Mário Machado


To all Comrades and Friends around the world - Mário Machado


Open letter of Mário Machado

Comrades and friends,

We begin to lock one more battle at this war against the democratic system oppressor, from 00.01h of Saturday (15 of September), we started to have in Portugal political prisioners who it were already from 18.April, but with the aggravating circumstance of being in situation of illegal prison.

All of you they could assist for the ways of social communication the release in Friday, day 14.September, of murderers, violators and pedofils, because the law would be applied even to 23.59h of the same day 14h, I, on the contrary of these criminals I stayed in the dungeons of a new inquisition whose face is the attorney of the Public prosecution service, of the 11th Section the Drª. Candida Vilar.


The nationalists never will have to forget this name, since this lady went to person in charge, and not the PJ (despite everything), for the biggest political pursuit of the last 30 years.



The inspector Paul Vaz of the DCCB-PJ told me in the presence of Peter Nogueira and Jóse Amorim that the Drª of the M.P. had been said to him by " ... the Mário has to pay for everything what the my father passed in 'Estado Novo'( New State) ... ". This is grotesque, and it justifies so the primary, pathological and irrational hatred of same.




The attorney is governed by the scorn by the life, dignity and freedom of the human person since this one has patriotic pride.


I wait that my children do not want one day to take revenge also for the whole pursuit that his father and mother were victims during the "democracy".

This type of comments of the Drª. Candida Vilar together with the answer that gave to me personally and in the presence of the same inspector and of his register in the DIAP also healthy quite explanatory of his intentions, when I ask about him which the cause of everything this, same it answers " Mário, we had to do any thing, your movement was very strong. ', amazing.


I was very happy when today the prison policemen told me that all the parallel and perpendicular streets of the prison establishment had posters to say " Mário Machado, Freedom ".

I know also that a group of nationalists is going to launch the project "Outdoor2", in the same molds of the previous one but the subject it is the " Freedom of expression " and " Freedom for political prisoners ". I thank for from now all for the effort office junior and solidarity, and longing for his realization.

Besides the crime of "racial discrimination" that asks for me prison from 1 to 8 years, I am being accuse of more 14 or 15 crimes being that I did not participate in any of them, including the M.P. say clearly, but according to the Attorney of the Inquisition, since I am the leader of the movement, all the crimes practiced by a nationalist, even that I do not know it, have to be held responsible. - is not amazing?

More cunningly the M.P. tells that the Hammerskins profit by the business of the narcotraffic because the attorney (Cândida Vilar) says, one individual with connections to the HSN would have been a bunch in the possession of drug.

Does it fall to me to explain that, anybody, none nationalist of 36 accuseds, is accused of the crime of traffic of drugs, it prays as is obvious if this connection was existing, which was costing besides the barbarities of which we are accused, of they were charging us also for traffic?


The any nationalists have no doubts that never the movement received 1 cash come from these activities that we condemned all, such it cannot already be textativamente affirmed by other political parties.

Following the political reasoning of the M.P., the Socialist Party (PS) also would receive money of the drug, because in the car president
in the height in functions Jorge Sampaio to P.J. found 8 kilos of cocaine and detained his driver and security.

We never saw in the social communication or in the inquiry of the M.P. that the drug was for the PS because as it is I obviate an isolated action of an individual, it does not implicate necessarily others. Continuing this reasoning, we might to say what in the PS abound pedofils that they were doing from the 'Pious House' (orphans' house) his retirement, only because a deputy of the party was already charged by the same crime.
And I can set also the example of the son of the Leonor Beleza, member of the JSD caught with 30 kilos of hashish and etc. etc.

Completely this makes part of the campaign of demonização what is in progress and since it proves the fact of the M.P. to order that for the air, but no accuses nobody - a shame.


On the crime of racial discrimination, it is still curious when it links it is blamed for us and of 12 members of the Hammerskin none is accused of attacking anyone black man, yellow, or blue to the ball, and on the contrary, Is Portugal prepared in order that Robert Mugabe receives "officially" the African who was the person in charge for more of tens thousands of crimes of ???????? and racial discrimination against white, what turned in the expulsion of lands, violations and murders in series, with this the Portuguese government demonstrates his true face, pursue the white in his territory itself and it has not diplomatic courage not to allow the entry of the biggest Racist of the XXI.century.

One more proof of which this is treated essentially as a political process, it is the fact of having apprehended us hundreds of books, thousands of autoskin-tight ones, t-shirts and cd's of music. Our constitution defends the freedom of expression, that none individual can see same threatened right this, as well as the right of access to the free information, therefore these apprehensions are illegal.

The process begins also in June of 2004 with an illegal search, you shear 00.30h where 27 nationalists are identified, doing jurisprudence with other cases where by the same motive 34 individuals connected with the narcotraffic were freed for example. Because second says the law when there is an illegal proceeding the whole process it falls.


In this domiciliary search books were apprehended again, cd's and autoskin-tight, the law says clearly that the search might be effectuated only between them 7h and them 21h... It be what the law to us does not apply?


" The ideas are like the treaties: somewhat costs to secure them with our paint when we are not able to confirm them with a drop of our blood "

Ramalho Ortigão



The sentence never above reproduced did so much felt I eat now, in spite of wanting my return to my family and avoiding to live in this it continues daily war, I am giving my blood, wait what all of you could do the same thing.

I end up also with a gratitude to a Political Enemy, Dr. Pacheco Pereira being a convinced democrat and that disagreeing with our ideals, to never have had fear to condemn the pursuits of which the nationalists or others are victims.


And I leave you a notice of the International Amnesty '... The Internet was made into a new frontier into the struggle against the freedom of thought, with the activists to be prisoners and the enterprises to make a pact with the governments to restrict the access to the free information. '



My honor is called a Loyalty!!!



Mário Rui Valente Machado

Political Prisoner

terça-feira, 25 de setembro de 2007

No comment

A este passeio iriam estar menos de 30 pessoas.. nao era uma manifestaçao ou coisa parecida.. simplesmente um convivio! xD a serio isto meteu muita piada





Skins planeiam «passeio» em Viana

2007/09/25 | 20:02
Blog «fascismo em rede» convoca o «passeio pela liberdade»

MAIS:
· Líder dos skins continua preso
· «Perseguição faz lembrar o PREC»

"Um «blog» alegadamente ligado a grupos da extrema-direita está a convocar um «passeio pela liberdade» no dia 29 em Viana do Castelo, estando as forças de segurança da cidade «de sobreaviso» para acompanhar a situação.
O blog «fascismo em rede» convoca o «passeio pela liberdade», com encontro marcado para as 15:00, na Estação dos caminhos-de-ferro de Viana do Castelo.
Contactado pela Lusa, o governador civil do distrito, Pita Guerreiro, disse já ter conhecimento desse blog, mas sublinhou que «até ao momento» ainda não recebeu nenhum pedido para a realização de qualquer tipo de manifestação.
«A lei é clara e diz que essas coisas têm de ser comunicadas ao Governo Civil com três dias de antecedência. Vamos aguardar com tranquilidade, na certeza de que, no momento certo, as forças de segurança saberão como agir», acrescentou Pita Guerreiro.
No referido «blog» são divulgadas várias iniciativas do Partido Nacional Renovador."

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Imigração ilegal

Imigração ilegal: aplicada caução de três mil euros a empresário brasileiro
07.09.2007 - 16h14 Lusa

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Um empresário brasileiro detido quarta-feira em Barcelos pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) por suspeita dos crimes de auxílio e angariação de mão-de-obra ilegal, foi sujeito ao pagamento de uma caução de três mil euros.

O empresário fica ainda obrigado, pelo Tribunal de Barcelos, a apresentar-se quinzenalmente num posto de polícia até ao julgamento, segundo um comunicado emitido hoje pelo SEF.

O SEF diz ter recolhido documentos indicativos de que o empresário terá promovido, nos últimos meses, a vinda de vários outros imigrantes brasileiros, de forma ilegal.

Segundo o SEF, o arguido "angariava, no seu país de origem, cidadãos para trabalhar na sua empresa, os quais auxiliava a entrar em Portugal na falsa qualidade de turistas".

Em território português, "não celebrava contratos de trabalho nem regularizava a situação destes trabalhadores junto da Segurança Social, utilizando a sua situação de ilegalidade para exercer sobre eles coacção psicológica no intuito de os sujeitar a condições de trabalho degradantes", acrescenta o comunicado.

domingo, 23 de setembro de 2007

CasaPound Latina - a Última Batalha

CasaPound Latina em risco de despejo
Comunicado da administração da CasaPound Latina

Dois meses após a conclusão do processo chegou a ordem de despejo para a CasaPound Latina.
Durante estes meses de espera tivemos esperança que os acontecimentos tomassem outro rumo, um rumo que não colocasse em verdadeiro perigo as ideias e os projectos que a ocupação de Viale XVIII Dicembre representa. Esperamos de não ter que devolver ao pesadelo as famílias que alojamos praticamente há 9 meses e que do problema de habitação tinham apenas as amargas recordações. Construímos com esta habitação um lugar seguro onde se pôde finalmente cultivar e fazer crescer a ideia de justiça social e de crescimento cultural que todos os cidadãos de Latina e de Itália merecem receber. A CasaPound tornou-se em poucos meses um espaço único, um espaço onde as batalhas esquecidas pela política de salão se tornaram reais e concretas.
Em menos de um mês tudo isto pode desaparecer.
Apelamos novamente às promessas que durante o decorrer dos meses e em particular das últimas semanas as várias personalidades institucionais declararam em favor da CasaPound e de todas as pessoas que a compõem. Se mesmo assim nada acontecer, anuncia-se a enésima derrota de uma administração que desde há demasiado tempo tem como seu único objectivo tutelar pelos interesses de poucos.
Um Outono quente, se não quentíssimo, espera-nos a todos nós.
Repetimos com esta nota que nenhuma acção de resistência, nem mesmo a mais extrema, está posta de parte.
Não se trata de uma ameaça mas um convite a todos para que assumam as suas próprias responsabilidades.

CASAPOUND LATINA
Viale XVIII Dicembre, 33



pt.novopress

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

CasaPound Latina à beira do despejo

A 19 de Setembro chegou à CasaPound Latina [1] a ordem de despejo, que deve executar-se num prazo de 20 a 25 dias. O edifício alberga uma livraria e dá abrigo a dez famílias carenciadas. Os ocupantes pedem agora ajuda a toda a comunidade, na tentativa de evitar o despejo. Já está em curso uma campanha de recolha de fundos para a impressão de autocolantes, cartazes e folhetos, com o objectivo de continuar a batalha pela CasaPound Latina.

Para saber mais sobre a ocupação da CasaPound Latina, consulte aqui

http://pt.novopress.info

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

«Contra nós tudo vale» Mário Machado


E.P.P.J., 15 de Setembro de 2007, 20.00 horas

Camaradas e Amigos,

Hoje pelas 19.15 horas e já depois do fecho das celas, os guardas prisionais dirigiram-se à cela 49 onde me encontro, dizendo que teria que ser aberta para me deslocar a um gabinete onde alguém esperava por mim.

Qual é o meu espanto quando se apresentam dois inspectores da PJ e um funcionário do DIAP. Diziam que traziam a acusação do processo à ordem do qual estou preso e que era para eu assinar.

Ora como, com esta prisão, já tenho no total quase 3 anos passados em cadeias e nunca vi tal coisa, visto as notificações serem feitas na secretaria até sensivelmente às 17.30/18.00 horas, horário de expediente, pensei antes de assinar.

É que segundo a nova lei que entrou em vigor dia 15, hoje, eu passei a estar preso ilegalmente, pois o tempo máximo de prisão preventiva é de 4 meses, tendo eu cerca de 5 neste momento, pois fui detido em 18 de Abril de 2007. O tribunal tinha por isso de me libertar, tal como fez com cerca de vinte presos neste estabelecimento, em situações similares.

Então, ardilosamente, tinha a acusação para assinar no dia 15, mas dizendo que ela ficou pronta no dia 14 pelas 23.00 horas.

Obviamente o que a lei diz é que quando o arguido é notificado é que interessa, senão podíamos chegar ao cumulo de, daqui a 1 ano a Procuradora Cândida Vilar, escrever que esteve pronta a acusação sei lá… em Agosto?!
Uma vergonha! Falei com guardas, que o são há mais de vinte anos e nem eles viram algo assim nas suas vidas, virem enganar um recluso para manterem a prisão preventiva a todo o custo!

Vale tudo contra mim… Incrível!

O Meu advogado, Dr. José Castro, vai entregar na segunda-feira um pedido de habeas corpus para se proceder à minha libertação imediata. Estou para ver…

Os meus níveis de indignação e revolta estão num patamar elevadíssimo. Além de já ter desabafado aqui da minha janela com outros presos, também eles incrédulos, agarrei nesta caneta para desabafar com vocês. Sempre ajuda.

Contra nós tudo vale: inventam-se processos, forjam-se provas e agora até se ultrapassam os prazos legais, e pior ainda, tentam enganar um recluso levando-o a assinar no dia 15 uma acusação que obviamente não foi concluída no dia 14, e logo às 23.00 horas… Se não da minha liberdade que estamos a falar, dava para rir.

Gostava que os Camaradas dessem a conhecer ao maior número possível de pessoas o que se está a passar. Isto não pode ser silenciado.

Uma vergonha!

“Prefiro a Morte à desonra”

Mário Rui Valente Machado










E.P.P.J., 15 de Setember 2007, 20.00 hours

Comrades and Friends,


Today at 19:15 hours and already after the cells closing, the prison policemen went to the cell 49 where I am, saying that my cell had to be open because some one was waiting for me in the office.

For my surprise two PJ inspectors and one official from DIAP were waiting. They were bringing the official accusation paper work, reason why I am in jail, and they needed me to sign it.

With this imprisonment , I have already in total almost 3 years in jail and I never saw such a thing, as the notifications were done in the general office until 17.30/18.00 hours, normal working hours, so I thought before sign the papers.
The fact is, according to the new law that was officially applied at the 15 of September, today, I started to be imprisoned illegally, therefore the maximum time of preventive custody is of 4 months, I have about 5 at this moment, as I was withheld in 18 of April of 2007. The court had to free me, as made with about twenty prisoners in this establishment, in similar situations.

Then I had the accusation to sign in day 15, but saying that it was ready in day 14 for the 23,00 hours.


Obviously what the law says is that when the accused one is notified it is that it matters, otherwise in 1 year time The Solicitor Cândida Vilar, could say the accusation was ready knows when… in August!
A shame! I spoke with guards, that have more then twenty years and none of them have seen nothing like this happening in their lives, they wanted to deceive a prisoner to keep the preventive custody at any cost!


My lawyer, Dr. Jose Castro, will deliver on Monday an order of habeas corpus to proceed with my immediate release. I am waiting to see…

My levels of indignation and revolt are in the highest platform. Beyond having relieved my feeling through my window with other prisoners, also incredulous, I grasped this pen to relieve with you all. Always helps.

Against us everything is valid: accusations are invented, profs are forged and now they ignore the legal stated periods, and worse , they try to deceive a prisoner to sign accusation papers on the 15, an accusation that was obviously not concluded in day 14, and at the time of 23,00 hours… If we weren’t talking about my freedom, it would wish to laugh.

I would like that all Comrades let know about this situation to the biggest number of persons. This can not be silenced!


A shame!

“I prefer the Death instead of dishonour”


Mário Rui Valente Machado

Tradução de M.C.C.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Suécia faz frente a ameaça islâmica


A comunicação social sueca reuniu-se em apoio de Lars Vilks, o caricaturista cuja representação de Maomé em corpo de cão suscitou ameaças de morte da Alcaida e pressões de vinte países muçulmanos no sentido de punir e proibir trabalhos como o seu.

Enquanto isso, as empresas suecas - Ericsson, Scania, Volvo, IKEA e Electrolux - preparam-se para enfrentar um boicote islâmico generalizado, bem como a eventualidade de ataques terroristas.

Lars Vilks declarou que está pronto para morrer depois de os terroristas islâmicos oferecerem cento e cinquenta mil dólares a quem lhe cortar a garganta, ou cem mil dólares a quem o assassinar doutra maneira qualquer.
«Não nos podemos render. Estou a começar a ficar velho. Posso morrer a qualquer altura - não é uma catástrofe


O mesmo grupo islâmico oferece igualmente cinquenta mil dólares pela cabeça de Ulf Johansson, editor do Nerikes Allehanda, jornal sueco que publicou a caricatura.

Por seu turno, o editor do Dagens Nyheter afirmou, num editorial, que «vivemos num país onde a liberdade de expressão não é ditada nem fundamentalistas nem por governos

O mesmo editor afirmou também que o seu jornal, Dagens Nyheter, também já publicou a mesma caricatura. «Para mim, publicá-la foi o obviamente havia a fazer.»

O diário Svenska Dabgladet, por seu turno, declarou que «os média suecos têm de acordar para defender a liberdade de expressão.
A liberdade de expressão não é um privilégio para as companhias de comunicação e para os jornalistas, mas sim uma garantia de que os cidadãos podem ter diferentes impressões, numerosas fontes de informação, e inspiração, bem como a possibilidade de tirarem as suas próprias conclusões.
»

A hoste terrorista iraquiana afirmou abertamente: «Sabemos como vos forçar a pedir desculpa. Se não pedem, podem contar com os nossos ataques aos negócios das vossas maiores firmas...»

Fonte: http://gladio.blogspot.com/2007/09/s...m-islmica.html

Fonte original: http://www.metimes.com/storyview.php...6-101615-9475r

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A cena política portuguesa

A cena política portuguesa
(Este texto, originalmente em italiano, foi transmitido pela Radio Bandiera Nera [1], num programa dedicado à cena política portuguesa)

Existe um nacionalismo português? Apesar de Portugal ser um pequeno país, existem vários grupos nacionalistas. O PNR - Partido Nacional Renovador é o rosto político nacionalista no país. O PNR nasce em 2000 em bases explicitamente nacionalistas e cresceu de modo exponencial desde a sua fundação. Nas últimas eleições, em 2005, o PNR recolheu 10.000 votos, 0,2% dos eleitores. Nos últimos tempos, uma estratégia de propaganda agressiva atraiu sobre si a atenção da imprensa. Por exemplo, em Abril de 2007, o partido colocou um outdoor no centro da capital, defendendo a criação de uma legislação restritiva sobre a imigração, acabando nas primeiras páginas dos maiores jornais diários por diversas semanas. Além disso, o PNR organiza manifestações e conferências, a que acorrem outros grupos nacionalistas como Terra, Identidade, Resistência, um movimento nacional-revolucionário. Sob a bandeira negra e vermelha dos anarquistas, esta organização promove uma visão socialista nacional. Outro grupo influente é a Causa Identitária, uma versão portuguesa dos franceses Les Identitaires, que têm uma preocupação significativa na sua formação.

Não é fácil dizer-se nacionalista em Portugal. Depois da queda do regime de Salazar, o período revolucionário dos anos 70 criou uma ditadura cultural de esquerda que apagou e proibiu qualquer referência social e cultural contrária. Por outro lado, a repressão policial acentuou-se até à classificação por parte dos serviços secretos do grupo Hammerskin português como ameaça à segurança nacional, apesar de não terem existido incidentes desde 1995, quando um imigrante cabo-verdiano morre numa rixa com skinheads. Eram tempos mais duros, com uma política propagandística concentrada principalmente nos estádios e nas ruas, com incidentes habituais. Hoje o nacionalismo praticamente desapareceu dos estádios e a figura do soldado de rua foi substituída pela do soldado político. Mas apesar de todos os esforços contrários, a verdade é que o nacionalismo está a progredir lentamente em Portugal. A internet forneceu novos meios de comunicação e difusão, que permitiram evitar o boicote por parte da imprensa mainstream através do nascimento de numerosos blogues e fóruns de discussão. O mais conhecido é seguramente o Fórum Nacional que conta mais de 4.000 membros. A internet permitiu também a reorganização dos movimentos nacionais. Depois de um assalto massivo numa praia portuguesa, o PNR conseguiu juntar nas ruas de Lisboa, através do Fórum Nacional, cerca de um milhar de portugueses, uma das maiores manifestações nacionalistas dos últimos 20 anos. Obviamente citamos também a antena portuguesa do Novopress: pt.novopress.info, uma das melhores, seja do ponto de vista gráfico ou de conteúdos. Há ainda muito a fazer no movimento em Portugal, mas como vemos existem também óptimos pressupostos e muita vontade.



In: Pt.novopress.info

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Recordar é Viver

hoje á 1 da manha vamos ter a entrevista do JPC desta vez a de dia 22 de junho á TSF


Espero que gostem

Recordar é Viver

Hoje ás 21.15horas GMT a radio irá imitir a passada entrevista a José Pinto-Coelho

A NÃO PERDER!!!

Ps: A rádio só dá para ouvir atravéz de internet explorer

se nao tiverem internet explorer ou media player podem optar por WinAmp fazendo o download deste fixeiro e quando executam abre logo a radio

http://beloserebeldes.no-ip.org:8000/listen.pls

Ministro diz que não há crise no País


O ministro da Economia, Manuel Pinho, desvalorizou ontem as sucessivas revisões em baixa das previsões de crescimento económico da Zona Euro – ontem por Bruxelas, na semana passada pela OCDE e FMI – afirmando que a economia portuguesa “está no bom caminho para uma retoma sólida”, não havendo “qualquer indicação de crise”.


“Pelo segundo trimestre, o crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] português foi superior ao da Zona Euro”, exemplificou Manuel Pinho.

O governante desvalorizou também as palavras do governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, sobre a possibilidade de a crise hipotecária nos EUA se repercutir na economia portuguesa. “Não há indícios ou situações específicas de que isso está a acontecer”, disse o ministro.

Manuel Pinho falou à margem da conferência sobre o impacto da presidência portuguesa da UE nas pequenas e médias empresas (PME), onde garantiu que o Governo vai debater a política europeia para as PME. “Queremos acrescentar mais incentivos às PME como fomentar o acesso a mercados terceiros, uma melhor política energética e um modelo de financiamento que favoreça estas empresas”, enumerou o governante.

CM

domingo, 9 de setembro de 2007

Corveta da Marinha apanha 179 ilegais



A Corveta Jacinto Cândido, da Marinha portuguesa, interceptou esta semana, ao largo do Senegal, uma embarcação com 179 imigrantes ilegais a bordo, informou hoje este ramo das Forças Armadas, escreve a Lusa.

A corveta está empenhada na segunda fase da operação europeia Hera 2007, que tem como objectivo controlar e minimizar o fluxo de imigrantes ilegais oriundos de África que tentam alcançar as ilhas Canárias, em Espanha.

De acordo com um comunicado hoje divulgado pela Marinha, a embarcação foi localizada e interceptada a 04 de Setembro, terça-feira, ao final da tarde.

Autoridades senegalesas a bordo «actuaram no sentido da embarcação divergir rumo a Dakar, o que foi acatado sem resistência», ao contrário do acontecido em anteriores operações, adianta.

A perseguição foi lançada na sequência de uma informação transmitida à Jacinto Cândido, que se encontrava em patrulha, pelo Centro Coordenador de Operações em Dakar, capital senegalesa, de que a embarcação teria saído do sul do país às 5:00 do mesmo dia.

«Tendo em conta as rotas normalmente seguidas, e com base na experiência adquirida nas ultimas duas intercepções, foi calculada uma área de maior probabilidade que se veio a confirmar ser correcta, após verificação positiva de uma aeronave de patrulha, também entretanto destacada para as buscas», adianta a mesma fonte em comunicado.

Após a intercepção, o transbordo dos 179 imigrantes ilegais a bordo foi feito já na madrugada de quarta-feira com apoio de um navio patrulha da Guardia Civil espanhola, enviado para o local devido «à distância a que a embarcação se encontrava de costa e de Dakar». A embarcação, considerada um perigo para a navegação, foi posteriormente afundada, e a corveta Jacinto Cândido regressou à missão de patrulha, adianta a Marinha.



http://www.portugaldiario.iol.pt/not...905&div_id=291

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Imigração para UE e para PORTUGAL

1ª reunião sob a presidencia europeia


"UE quer em particular discutir questões relativas à migração, para a qual propôs um novo sistema de "Parceria de Mobilidade", que cobrirá tanto os aspectos relativos ao combate à imigração ilegal, como mais oportunidades para a migração de terceiros países para os países da União"

o que se passa na realidade em Portugal em relação ao assunto


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PORTUGAL E A IMIGRAÇÃO



Portugal acolheu 434.646 imigrantes legais em 2003

No final de 2003 residiam legalmente em Portugal 434.646 imigrantes, sendo a maior comunidade a ucraniana com 65.199 indivíduos, revelam dados provisórios do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) enviados ontem à Agência Lusa.

De acordo com o SEF, o número de estrangeiros em Portugal aumentou, em 2003, cerca de cinco por cento em relação ao ano anterior, quando viviam no país 413.304 imigrantes.
Os mesmos dados adiantam igualmente que, dos 434.646 imigrantes que residiam em Portugal até ao final do ano passado, 250.991 tinham autorização de residência e 183.655 apenas autorização de permanência.

Em 2003 foram concedidas 9.097 autorizações de permanência, estatuto usado desde 2001, quando se realizou o processo de legalização extraordinário, sendo renovado anualmente e permitindo ao imigrante obter a autorização de residência no final de cinco anos.

Segundo o SEF, as autorizações de permanência foram concedidas em maior número aos imigrantes naturais da Ucrânia, que desde 2001 receberam 64.695. Aos brasileiros foram dadas 37.920 autorizações de permanência e aos cabo-verdianos 8.558. Os números do SEF referem também que a maior comunidade imigrante, no final do ano passado, era a ucraniana com 65.199 indivíduos, seguida das brasileiras (64.471), cabo-verdiana (62.766) e angolana (34.267).

A maioria dos imigrantes concentra-se na região de Lisboa, onde residem 134.675, diz o SEF, acrescentando que Faro é a segunda cidade onde se encontram mais estrangeiros, com 32.858, seguindo-se Setúbal, onde vivem 26.675 enquanto no Porto moram 14.797.
Os mesmos dados apontam ainda que vivem em Portugal mais homens do que mulheres estrangeiras, sendo 138.311 imigrantes do sexo masculino e 112.680 do sexo feminino. De acordo com os dados provisórios do SEF, 8.620 estrangeiros adquiriram a nacionalidade portuguesa em 2003, tendo sido concedidas aos cidadãos naturais de Cabo Verde 3.567 naturalizações. Os guineenses que adquiram a nacionalidade portuguesa até ao final do ano passado foram 1.858, seguidos dos angolanos, 918, e dos brasileiros, 837.

Fonte: Diário Açores



4% dos imigrantes estão desempregados

Mais de 4% dos estrangeiros a residir legalmente em Portugal estão desempregados e inscritos nos centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). No final do ano passado, existiam em Portugal 434.646 imigrantes legais, sendo que 18.393 estavam inscritos no IEFP.

De acordo com dados do IEFP, o número de imigrantes sem emprego que se inscreveu nos centros daquele instituto aumentou 2 % entre Dezembro do ano passado e janeiro deste ano, atingindo 18.735 imigrantes. Segundo informações recolhidas pela Agência Lusa, a maior concentração de imigrantes desempregados verifica-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se encontram 66,1 % dos imigrantes legais sem emprego. Na região do Norte, o número de estrangeiros desempregados atinge os 2.557, seguida pela zona Centro e pelo Algarve com 1.779.

Por país de origem, os mais afectados pelo desemprego são os cabo-verdianos (2.938), logo seguidos dos brasileiros, com uma diferença de apenas sete inscritos. Segundo dados do IEFP, estão registados nos centros de emprego 2.790 angolanos e 2.395 ucranianos.

Cerca de 65 mil ucranianos legalizados. Em 2003, o número total de imigrantes legais a viver em Portugal aumentou 5%, de acordo com dados provisórios do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), citados pela Agência Lusa. Com este acréscimo, a comunidade imigrante chega a quase 435 mil indivíduos, com predominância dos ucranianos que já atingiram os 65.199.

Entre os estrangeiros a viverem Portugal no final do ano passado, mais de metade (57,7%) tinham autorização de residência, com os restantes 183.655 com autorização de permanência. Este tipo de autorização, criado em 2001 aquando do processo extraordinário de legalização de imigrantes, é renovado anualmente e permite obter uma autorização de permanência ao fim de cinco anos. Quase toda a população ucraniana residente em Portugal fê-lo através da autorização de permanência (64.695).

Os dados do SEF revelam que, depois dos ucranianos, os brasileiros constituem a segunda maior comunidade (64.417), seguidos pelos caboverdianos (62.766) e angolanos (34.267). A grande parte destes imigrantes vive na região de Lisboa, sendo que Faro aparece como a segunda localidade escolhida pelos estrangeiras a residir em Portugal.


Governo admite 6.500 novos imigrantes este ano

O Executivo fez recentemente um estudo sobre as necessidades de mão-de-obra em Portugal, onde concluiu que o país pode acolher mais 6.500 novos imigrantes para satisfazer necessidades de mão-de-obra, que foram avaliadas na ordem das 20 mil pessoas. Neste processo será dada prioridade aos imigrantes que estão já inscritos nos centros de emprego.

A quota definida ainda não é definitiva, já que o Governo vai realizar audições a várias instituições. No levantamento feito sobre as necessidades de mão-de-obra, foi identificada a necessidade de 2.100 indivíduos para a agricultura, 2.000 para a hotelaria, alojamento, e restauração, 1.900 para a construção civil e 500 para outros sectores. Foi também aprovado um prazo de três meses para regularizar a situação dos imigrantes ilegais que tenham efectuado descontos para o Fisco e a Segurança Social.



Fonte: Jornal de Negócio

terça-feira, 4 de setembro de 2007

EUA retiram Coreia do Norte da lista de países terroristas


EUA retiram Coreia do Norte da lista de países terroristas
Os EUA decidiram retirar a Coreia do Norte da lista de países que apoiam o terrorismo, bem como levantar as sanções contra o regime de Pyongyang, anunciou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano. Segundo o porta-voz, os EUA tomaram a decisão durante o encontro deste fim-de-semana em Genebra, organizado para discutir o contencioso nuclear entre Washington e Pyongyang.
Em declarações à agência oficial de notícias norte-coreana, o porta-voz indicou que a decisão acontece depois de Pyongyang ter aceite tomar «medidas práticas para neutralizar as instalações nucleares no Norte» este ano.<’p> «Os EUA decidiram tomar estas medidas políticas e económicas como compensação, como a retirada da República Democrática Popular da Coreia da lista de países que apoiam o terrorismo e o fim das sanções que foram aplicadas no âmbito do acordo da Acta de Comércio com o Inimigo», sublinhou o porta-voz.
03-09-2007 11:05:53


fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.as...id_news=293152

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Comer sem pagar


Enganados: Indivíduo revela um gosto requintado . Gosta de comer bem e em bons restaurantes. E não se preocupa absolutamente nada com o preço. O motivo é simples: não tem qualquer intenção de pagar. Mais de uma dezena de restaurantes já ficaram ‘a arder’ com calotes, mas os proprietários optam por não formalizar queixa à PSP.
O requintado ‘gourmet’ de pé descalço tem vindo a actuar nas últimas semanas, nas zonas de Portimão e Lagos. O Dockside, na Marina de Portimão, foi um dos restaurantes visitados pelo indivíduo, que será brasileiro.

O homem, de 37 anos, chegou ao restaurante com um ar muito descontraído. Trazia uma toalha ao ombro e vestia uns calções e uma T-shirt, como se fosse um simples turista vindo da praia. Sentou-se e consultou o menu. Para começar, pediu um pratinho de amêijoas e uma garrafa de vinho.

Após degustar o prato de entrada, deu seguimento à refeição com um robusto tornedó de vaca. O vinho acabara entretanto, pelo que pediu mais uma garrafa. Depois, como não podia deixar de ser, atacou a sobremesa. Talvez preocupado com o peso e a saúde, decidiu não ir para os doces, optando por fruta. E para rematar a refeição em beleza, pediu um café e um digestivo.

Segundo explicou ao CM o proprietário do restaurante, Manuel Mangas, o indivíduo tentou depois sair sem pagar, mas foi interceptado por um empregado. Não se mostrou acanhado com isso, explicando que “tinha esquecido a carteira no hotel, pelo que ia buscá-la ”.

Mas a desculpa não convenceu ninguém, pelo que foi chamada a PSP. “O agente reconheceu logo o indivíduo”, segundo relataram os funcionários do restaurante a Manuel Mangas, que não se encontrava no local. É que a Polícia já havia sido anteriormente chamada a diversos outros estabelecimentos onde o indivíduo almoçara mas não pagara.

Por fim, o ‘gourmet’ lá assumiu que, de facto, não tinha dinheiro. Mas o proprietário do restaurante optou por não formalizar a queixa: “É um pobre coitado... Ele não tem como pagar, pelo que nem vale a pena avançarmos com a queixa. Só íamos perder tempo. Assim, faço de conta que foi meu convidado para almoçar...”, adiantou o empresário.

Fonte policial explicou ao CM que os proprietários dos outros restaurantes visitados pelo indivíduo também não apresentaram queixa – e assim as autoridades pouco podem fazer.

O homem acabou por, posteriormente, ser detido mas por agressão a um polícia. Para não variar, estivera a comer num restaurante e não pagara. Reagiu mal quando um agente lhe pediu a identificação e ainda terá tentado pôr-se em fuga, mas sem sucesso. http://www.correiomanha.pt/noticia.a...Canal=10&p=200

domingo, 2 de setembro de 2007

no comment time

Miúdo de 13 anos rouba no comboio


Um miúdo de 13 anos de idade é o responsável pela grande vaga de assaltos que atormentava desde o início do mês de Julho, os utentes da linha de comboios de Sintra.

O rapaz foi apanhado ontem, por volta das 19h30, à entrada de um centro comercial no Cacém, pelos agentes da esquadra de Monte Abraão da Divisão de Transportes, após ter assaltado dois jovens com mais 20 anos, que apresentaram queixa, por terem sido roubados por um “homem alto”. Antes disso, o jovem tinha assaltado sozinho duas outras pessoas no interior de um comboio.

Segundo uma fonte policial, o miúdo actuava sozinho. Utilizava uma faca de cozinha de ponta bicuda. Tapava o cabo da faca para que esta se parecesse com uma ponta e mola.

Há mais de um mês e meio que a polícia andava atrás de um indivíduo africano. As características indicadas pelas vítimas, eram semelhantes: um homem muito alto, de cabelo descolorado, com piercings na cara e orelhas.

Para além de assaltar as pessoas com uma arma branca, a elevada estatura do rapaz, seria um factor extremamente intimidatório.

“Ninguém esperava que o menor tivesse apenas 13 anos. Ele roubava, sem a ajuda de qualquer cúmplice, pessoas acima dos 20 anos de idade”, avançou ao Correio da Manhã uma fonte policial.

O menor, residente no Cacém, foi entregue à família. Irá ser presente ao Tribunal de Menores de Sintra.

Fonte:
http://www.correiomanha.pt/noticia.a...Canal=10&p=200

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Casal gay viola rapaz de 13 anos


A Polícia Judiciária deteve dois homens suspeitos de violação de um rapaz de 13 anos e de terem filmado outros rapazes em poses pornográficas, no Bairro de Fermentões, em Guimarães.

Os detidos, de 22 e 42 anos, terão violado o rapaz, no início deste ano, quando a mãe o deixou aos cuidados do casal de homossexuais, porque os homens conquistaram a confiança da comunidade de Fermentões, por serem muito simpáticos e prestáveis – segundo contam agora os vizinhos.

Para além do caso da violação, a PJ de Braga investiga mais suspeitas, uma vez que foram apreendidos CD de conteúdo pornográfico, surgindo imagens de outros rapazes da zona a manterem relações sexuais. Tudo se precipitou quando se descobriram as imagens de vários rapazes, levando os responsáveis da associação local a fazerem uma espera a um dos dois homens que ainda não tinha fugido, entregando-o na PSP de Guimarães.
Dois dias depois, a PJ de Braga foi a Lisboa apanhar o segundo suspeito e ficaram entretanto proibidos de contactar rapazes, apresentando-se semanalmente na esquadra da PSP.

O casal residia há já três anos no bairro social vimaranense, apoiando a associação recreativa e desportiva local, com trabalhos de informática e fotografias das provas de atletismo em que participavam os jovens deste clube. Com o casal de homossexuais, residia um rapaz de oito anos, filho do homem mais velho, de 42 anos.

PJ PROCURA MAIS VÍTIMAS DE VIOLAÇÃO

A vizinhança nunca desconfiou de nada suspeito até que um CD com imagens pornográficas dos rapazes mais chegados ao casal começou a circular entre alguns moradores do bairro social, em Fermentões.

A partir daí, tudo se fez para apanhar os dois homens em flagrante delito e recolher as filmagens pornográficas, para se preservar imagens dos menores e ao mesmo tempo recolher dos suspeitos o máximo de provas, a fim de os incriminar.

No domingo de manhã, um dos dois suspeitos foi visto a entrar em casa, tendo a comunidade cercado a casa para impedir a sua saída e a eventual destruição das provas.

A Polícia Judiciária de Braga recolheu em casa dos suspeitos imagens de rapazes em poses pornográficas e as investigações prosseguem para apurar toda a extensão das actividades criminosas do casal.

Parte das potenciais vítimas dos homossexuais serão rapazes da zona que iam habitualmente até casa dos suspeitos, por estes terem em casa equipamento informático topo de gama.

http://www.correiomanha.pt/noticia.a...Canal=10&p=200

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

José Pinto-Coelho, líder do Partido Nacional Renovador, em entrevista.




O espaço ermo e exíguo das escadas faz prever uma sede ainda em construção. Em primeiro plano, a bandeira nacional, enquadrada pela mesa de reuniões. Nas paredes, cartazes propagandísticos.

As garrafas de cerveja vazias, ao fundo, na mesa da cozinha, sugerem o calor da familiaridade da reunião da noite anterior.
É na sede do Partido Nacional Renovador que encontramos José Pinto-Coelho, seu fundador e actual líder. Inspirado em Salazar, Primo de Rivera e Mussolini, propõe um nacionalismo híbrido, à medida de um Portugal corrompido pelos políticos de hoje. Fala de si, do seu partido e da chama nacionalista.
A conversa começa antes de o sol se pôr.

O que é hoje o Partido Nacional Renovador?
O PNR não é aquilo que era há uns anos. É o único partido vincada e assumidamente nacionalista que há em Portugal. É um partido que pretende ser uma pedrada no charco e que pretende enfrentar um sistema que está podre, caduco e viciado.
Os governantes estão a perverter a política; estão a fazer muito mal ao povo (no sentido lato e não socialista da palavra); hoje em dia governam-se em vez de governarem e servem-se em vez de servirem. O PNR pretende modificar esse modo de estar na política.
O PNR é, no fundo, um partido minúsculo a todos os níveis, nomeadamente ao nível de meios: não temos subvenção estatal nem máquina partidária. O PNR é um partido amador.
Em suma, o PNR é um partido nacionalista que o afirma categoricamente; é um partido pequeno com a perfeita consciência de que vai ser grande e é um partido que, pelas suas características, é amado por alguns e odiado por muitos.

O rótulo de extrema-direita serve ao PNR?
É, como disse, um rótulo. Os rótulos são sempre muito difíceis de se colocar. Em rigor, o nacionalismo não é nem de direita, nem de esquerda. Direita e esquerda são uma dicotomia, acabam por ser redutores. O nacionalismo, na verdade, está para além da direita e da esquerda; não pretende ser um divisor mas um agregador. Como não podemos fugir aos rótulos, quando tivermos deputados, é evidente que se vão sentar na extrema-direita porque os nossos valores. Não de uma direita capitalista – que nós rejeitamos em absoluto –, mas de uma direita dos valores, da nação, da família; a direita que não é igualitária, porque reconhece as diferenças entre os homens – diferenças reais e não de dignidade; a direita desconfia da bondade do homem. Considero que o nacionalismo está para além da divergência.

A nação é uma espécie de prolongamento da família. E os imigrantes?
Tratamo-los bem. É uma situação semelhante à de habitar num prédio com várias pessoas: há espaços comuns mas há também espaços privados. Queremos dar-nos bem com os vizinhos. Os nacionalistas, ao contrário do que às vezes se julga, não odeiam o estrangeiro. Pelo contrário, nós temos um enorme respeito pelas outras nações, quaisquer que elas sejam.
Os emigrantes que estão cá, tratamo-los cá desde que aceitem bem o país que os acolhe.

Se o PNR governasse, que tipo de política de imigração teríamos?
A nossa política é tratar bem os que estão por bem – integrados – e correr com os que estão por mal. Integrar bem é não discriminar. Porque se eles estão cá em gethos ou se não têm emprego acabam por ser discriminados e portanto entregar bem que ter condições para que isso se faça e a política de integração irresponsável, de construir estádios e mandar vir emigrantes sem saber o que fazer depois com eles, não pode ser levada a cabo. É preciso que se anuncie, de forma organizada, nos outros países, que se irá necessitar, a termo, de um nível superior de mão-de-obra. Chega ao fim e não se pode garantir permanência. Quantos portugueses não fizeram isso lá fora? No Iraque, por exemplo, no tempo do Saddam, muitos portugueses iam para lá trabalhar imenso e depois voltavam. O que aconteceu com muitos portugueses em França e na Alemanha, etc?
Integrar é acolher quem tem lugar e dizer a quem não tem que só poderá ficar durante um período de tempo. Não podemos prometer-lhes um El Dorado depois chegam cá e o que ficam a fazer? Também eles estão no desemprego. E isso é integrar mal.

Qual é o papel dos jovens no nacionalismo português?
O futuro está nos jovens. Basta olhar para o activismo no nosso partido, 90% está abaixo dos 25 anos.
O papel da juventude é a questão de crescimento: a juventude nacionalista é absolutamente fundamental. Quando assumi a presidência do partido em 2005 criei a Juventude Nacionalista porque acho que tem que haver um enquadramento da juventude dentro do nacionalismo, para que os jovens desenvolvam trabalho no seu segmento próprio: a fazer propaganda nas escolas, numa linguagem jovem.
Esse papel é, portanto crucial, até para enquadrar os jovens. É evidente que todos os jovens têm uma grande tendência para experiências de rebeldia: a juventude é rebelde, tem paixão e tem crença, que é coisa que, infelizmente, os adultos não têm. A juventude precisa da crença porque tem por natureza paixão. A maior parte dos adultos começa a ficar descrente e a aburguesar-se. Acreditam no emprego, no dinheiro e no “salve-se quem puder!”.

Qual foi o ponto de viragem, em 2005, que permitiu ao PNR começar a crescer mais rapidamente?
Eu percebi que o nacionalismo estava a crescer, e muito, em Portugal e que era preciso através do partido (que era a única coisa que nós tínhamos) dar resposta a estas necessidades. Era para isso que o partido tinha sido feito. E então, num momento em que se sentiu que o partido ia desaparecer e que as pessoas começaram todas a dar à sola (os tais da Aliança Nacional), eu disse: não, alguém vai ter de se sacrificar para o bem ou para o mal e esse alguém tenho de ser eu. Porquê? Porque eu comecei por perceber na altura que eu era um elo de ligação entre as várias correntes. Dava-me bem com todos. Eu era perfeitamente capaz de estar à mesa com um salazarista, velhinho, católico, desses mais tradicionalistas, assim como era capaz de estar à mesa com o Mário Machado, líder da Frente Nacional. Eu dava-me com todos. Não conseguia era pô-los juntos.

Em várias entrevistas que o José Pinto-Coelho deu menciona essa questão do “sacrifício pessoal”. Considera-se uma espécie de “mártir” da causa nacionalista?
Eu acho que nunca vou conseguir dizer bem de mim. Mas fiz uma aposta, jurei a mim mesmo e jurei a todos os meus apoiantes e militantes, que estou aqui até ao fim. Haja o que houver. Por isso é que, se um dia tiver de levar um enxerto de porrada, levo. Se um dia tiver de levar um tiro, levo. Se um dia tiver de ser preso por delito de opinião, sou.

Em termos de financiamento, partidos nacionalistas estrangeiros têm conseguido assegurar subsistência. Como se explica isto?
Para alguns foi uma questão de sorte. O NPD, na Alemanha, tem um homem fabulosamente rico. O Le Pen recebeu uma fortuna colossal de um cidadão suíço que a quis deixar à Frente Nacional, logo no início. Imagine que agora um espanhol qualquer tinha uma paixão por Portugal e deixava uma quantia fabulosa ao PNR. Estávamos safos! São partidos que tiveram essa sorte. Nós não tivemos essa sorte, mas há-de chegar o dia, como aconteceu com o BE, em que vamos começar a receber subvenção estatal. Temos tanto direito quanto os outros, embora uma das nossas lutas seja combater o luxo com que se vive. Os partidos políticos são sustentados pelos impostos dos cidadãos e a quantia que recebem é exorbitante.

Falemos do futuro próximo: as autárquicas. O que é que o PNR pretende para estas eleições? E para Lisboa?
Crescer. Temos quatro ou cinco bandeiras fortes. É fundamental moralizar a gestão autárquica, assim como a gestão do país. Outro ponto importante é acabar com as empresas municipais que só servem para dar tachos aos amigos. É preciso avaliar da sua utilidade. A EMEL é para acabar na hora. É uma empresa para assaltar os lisboetas e os portugueses na caça à multa. Por outro lado, queremos disciplinar o trânsito caótico, resolver os assuntos que tenham que ver com os transportes em Lisboa. Pretendemos ainda reforçar o apoio ao comércio tradicional, que também está pela rua da amargura, e dar uma boa resposta à questão da segurança e criminalidade. A Polícia Municipal tem sido utilizada apenas para a caça à multa, mas tem de ser utilizada também no combate ao crime. Nós temos em Lisboa bairros como o Intendente que são bairros de “não-direito”. A polícia não entra lá. Trafica-se tudo quanto há e mais alguma coisa. As pessoas que lá moram são autênticas reféns nas suas próprias ruas.
Há muito por fazer em Lisboa a vários níveis, só não é feito porque o dinheiro está a ser mal gasto. Só gostava que se fizesse uma auditoria para saber o que se gasta em mordomias e tachos. Garanto-lhe: não aceito que uma câmara com um orçamento de mais de mil milhões de euros por ano, mais de dois milhões e 500 mil euros por dia, algo muito superior a muitos ministérios, não tenha dinheiro. A câmara não está falida, está é cheia de sanguessugas a roubar todos os dias os portugueses.


Parece-lhe que a via autárquica é o caminho a explorar pelo PNR, ou seja, pretendem iniciar o vosso caminho na política autárquica antes de partir para a nacional?
Acho que as eleições autárquicas para nós não são a solução porque são de longe as mais difíceis. Quando há eleições autárquicas, nem o PCP, nem o CDS, nem o BE conseguem cobrir o país todo. Só o PSD e o PS conseguem concorrer a todas as freguesias, a todas as assembleias municipais.
Para nós, o caminho mais fácil são claramente as legislativas de 2009. Temos de estabelecer os nossos pontos fortes, e um deles é a imigração. Cada vez mais, em surdina, os portugueses estão a sentir na pele os efeitos da imigração e estão cada vez mais connosco. Aliás, nós somos insuspeitos, porque há sondagens da Católica de há dois anos que diziam que 75% dos portugueses não querem mais imigrantes. Eles sentem isso, e muitos deles sentem que a imigração está associada ao aumento do crime, ao desemprego.

É em 2009 que o PNR chega ao Parlamento?
Eu espero que sim. Estamos a fazer tudo para que isso seja real, um sonho concretizado. Temos focado muito aquilo a que chamamos o “objectivo 2009”. Se conseguiremos ou não, isso são os portugueses que vão dizer na altura, mas tenho essa forte esperança. O PNR, passando para o conhecimento dos portugueses, tem condições para em 2009 obter pelo menos em Lisboa uns 22 a 25 mil votos, o que nos permitiria ter pelo menos um deputado. E acredito que a partir do dia em que tivermos um deputado, mais ninguém nos pára.

Sabemos que solicitou uma audiência ao Presidente da República. Já conseguiu?
Eu escrevi no nosso portal que ia solicitar, não disse que já tinha solicitado. E queria manter isto um pouco reservado, porque também não quero que o partido esteja em bicos dos pés. Se o presidente der a audiência, deu. Se não der, paciência. Mas ia aguardar mais um bocado, porque pedimos a audiência na semana passada. E não faço ideia sobre quais são os timings do PR.
Queremos falar de algum do ambiente que se vive hoje em Portugal e que ilustra a nossa indignação e apreensão perante o que se está a passar.

Já estabeleceu alguma vez contacto com o Governo?
Não, nem tem de haver. Com o Governo, não. Nem com nenhum dos partidos que lá estão dentro. A única coisa que estamos a pensar seriamente vir a fazer é estabelecer contacto com alguns partidos pequenos, que nem sequer têm nada que ver connosco, mas com os quais temos uma luta em comum: os interesses dos pequenos partidos. É atirar para trás das costas tudo o que seja ideologia e lutar pela alteração de situações como não sermos chamados a debates em campanhas eleitorais. É uma injustiça que afecta o PNR, o MRPP, o POUS e o PPM, por exemplo. Acho que os partidos pequenos deviam juntar-se e lutar pelos seus direitos. Não tem nada de mal estarmos ao lado de partidos de extrema-esquerda numa luta que é comum. Em relação aos outros, não. Dos outros quero é distância!

Qual é a mensagem que deixa aos nossos leitores?
Posso falar contra mim e contra a minha ideologia, mas acho que vale a pena acreditar em ideologias políticas, seja a minha, sejam outras. O que mais me choca nos dias de hoje é as pessoas estarem a perder as referências, a paixão, a crença. É viver-se dominado pela mentalidade capitalista que se entranha nas pessoas ao ponto de elas nem sequer darem por isso. Tenho um horror ao capitalismo mesmo por causa disso. Porque as pessoas vivem de interesses, vivem de objectivos muito básicos e primários. As coisas perverteram-se de tal maneira, que se vive muito mais atrás de aparências, atrás de confortos hedonistas e estamos a pôr de lado os grandes valores, sejam eles quais forem. Acho que é tão legítimo que uma pessoa lute pelo nacionalismo com todo o empenho como lute pelo comunismo com o mesmo empenho. Posso detestar os comunistas e serem meus inimigos mortais, mas admiro um comunista puro que luta pelo comunismo.

Fonte: o amador

Governo suspendeu a legalização até à regulamentação da Lei



O Governo suspendeu a legalização de imigrantes até à regulamentação da Lei da Imigração em Outubro, após uma avalancha de pedidos que o executivo atribui ao aproveitamento «inescrupuloso» da legislação, noticia hoje o Público.

Em declarações ao jornal, o chefe de gabinete do secretário de Estado Adjunto da Administração Interna adianta que após a entrada em vigor da nova Lei da Imigração, a 3 de Agosto, se constatou que «a recepção provisória de documentos estava a ser usada por intermediários inescrupulosos para veicular a ideia de que a lei 'afinal abre portas' para 'uma regularização extraordinária».
Nos primeiros dias após a entrada da lei, revela o Público, a Portugal Telecom registou 900 mil chamadas para o número verde da linha telefónica do Centro de Contacto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), criado para agendar marcações para efeitos de legalização.
Segundo o jornal, imigrantes da África Ocidental e da Ásia que estavam ilegalmente em Itália e Espanha terão vindo para Portugal na esperança de se legalizarem.
O fluxo de pedidos que bloqueou as repartições e as linhas telefónicas do SEF e do Alto-Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas levou, há duas semanas, à suspensão do processo até que a Lei da Imigração seja regulamentada, o que deverá acontecer em Outubro.
O Conselho de Ministros deverá aprovar hoje o decreto regulamentar da nova legislação, acrescenta o diário.

Cientista italiano diz que humanidade será bissexual


Um conhecido cientista italiano está a causar polémica em Itália depois de ter apresentado uma teoria em que diz que a espécie humana está a caminhar para a bissexualidade

Durante uma conferência, neste fim-de-semana na região da Toscânia, Umberto Veronesi, médico e ex-ministro da Saúde, afirmou que a espécie humana deve caminhar para a bissexualidade «como resultado da evolução natural das espécies».

«O homem está a perder as suas características e tende a transformar-se numa figura sexualmente ambígua, enquanto a mulher está a tornar-se mais masculina. Desta forma a sociedade evolui para um modelo único», afirmou Umberto Veronesi.

Na opinião do médico, o sexo no futuro será apenas um gesto de demonstração de afecto e não terá fins reprodutivos. Por esta razão, defende que deve poder ser praticado entre pessoas de sexos opostos ou não.
Em entrevista a jornais italianos, Veronesi reafirmou sua teoria, apontando o factor hormonal como indicador da evolução rumo à bissexualidade.

«Desde o pós-guerra que a vitalidade dos espermatozóides diminuiu 50 por cento porque as mudanças das condições de vida estão a fazer com que a hipófise produza cada vez menos hormonas andróginas (masculinos)», afirma o oncologista, pioneiro no tratamento de cancro da mama na Itália.
«O homem já não precisa de uma intensa agressividade física para sobreviver» , diz ele.

Com as mulheres, que têm papel cada vez mais activo na sociedade, acontece o mesmo.
Segundo o médico, as mulheres tem produzido cada vez menos hormonas femininas ao longo dos anos.
«É o preço que se paga pela evolução natural da espécie, que é positivo porque nasce da busca pela igualdade entre os sexos», afirmou o oncologista ao jornal Corriere della Sera.

A menor produção de hormonas acabaria por atrofiar os órgãos reprodutivos criando uma espécie de «preguiça reprodutiva», na avaliação de Umberto Veronesi. Para o médico o sexo deixou de ser a única forma para procriar desde que as novas técnicas foram criadas, como a fecundação artificial e a clonagem.

Na opinião do médico, num futuro não muito próximo, a sociedade poderia ser organizada como o mundo das abelhas. A maior parte dos seus membros seria praticamente assexuada e só uma pequena parte se dedicaria à reprodução.
«A diferença é que os homens são inteligentes e isto produz reacções sentimentais, além de fisiológicas», afirmou Veronesi.
A professora de sexologia da Universidade La Sapienza de Roma, Chiara Simonelli, concorda com as previsões de Umberto Veronesi.
Simonelli define este processo como resultado da evolução genética e da mudança de mentalidade, fenómenos que estão interligados e que se influenciam reciprocamente,

«Mas este fenómeno está no princípio. Para que tenha uma certa consistência é preciso esperar duas ou três gerações», afirmou Simonelli em entrevista ao Corriere della Sera.
O antropólogo Fiorenzo Facchini, da Universidade de Bolonha, discorda com a teoria da evolução natural para a bissexualidade.
«Do ponto de vista antropológico, a orientação sexual é definida a nível biológico pela espécie e isso não pode ser alterado».
Para Facchini, a separação entre reprodução e sexualidade humana não é positiva.

«Separar a reprodução da sexualidade e do núcleo familiar não pode ser visto como uma vantagem para a espécie humana. A reprodução não é apenas o encontro de gametas, implica uma relação entre duas pessoas», declarou Facchini ao Corriere della Sera.

SOL com agências
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vid...ntent_id=51252

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Parlamento - Novos assistentes custam 7 milhões de euros


O recrutamento de um assistente individual para cada um dos 230 deputados poderá implicar à Assembleia da República (AR) uma despesa mensal entre cerca de 300 e 500 mil euros. Ou seja, entre 4,6 e 7 milhões de euros por ano.



O novo cargo, que poderá ser criado já a partir de meados de Setembro, não implica, como ficou consagrado na lei, um aumento da despesa global com a actividade parlamentar, mas, para ser implementado, exigirá a obtenção de poupanças financeiras noutras áreas de funcionamento da AR. O diploma com as alterações ao estatuto do deputado, que permite a criação do assistente individual, foi publicado em Diário da República na última sexta-feira e estabelece que os encargos com a aplicação desta medida sejam “satisfeitos pelo orçamento da AR, salvo determinação legal especial”. O presidente do Parlamento já disse que a contratação destes assistentes “não pode ser feita com recurso ao aumento do orçamento da AR”, até porque “o Orçamento da Assembleia não pode ter uma expansão superior à do Orçamento de Estado em termos de despesa pública e de despesas com pessoal”.

Para fundamentar esta posição, Jaime Gama apresentou dados sobre a verba anual atribuída a cada grupo parlamentar: o PS, com 76 assessores (121 deputados), recebe 2,2 milhões de euros; o PSD, com 53 assessores (75 deputados), tem 1,7 milhões de euros; o PCP, com 24 (12 deputados), e o CDS/PP, com 22 assessores (12 deputados), recebem cada um 660 mil euros; o BE, com 26 assessores (oito deputados), conta com 524 mil euros; e Os Verdes, com 12 assessores, tem 203 mil euros. A partir destes dados, verifica-se que a despesa média anual oscila entre cerca de 4,6 e 7 milhões de euros.

A maioria dos partidos tem dúvida de que esta medida seja implementada até 2009. Do lado do PSD, Montalvão Machado, vice-presidente da bancada parlamentar, diz que, “neste momento, não há condições para concretizar a medida”, até porque “propomos a redução do número de deputados”. Pedro Mota Soares, do CDS-PP, diz que “numa altura em que se estão a exigir tantos sacrifícios aos portugueses não faz sentido estar a atribuir mais 230 postos de trabalho”. De acordo com o líder parlamentar, o actual cenário não é, por isso, de “oportunidade política” para avançar com a medida. Bernardino Soares, do PCP, partilha da mesma opinião. “Primeiro porque é incomportável, quer em termos físicos quer financeiros. Depois, porque desvaloriza o papel dos grupos parlamentares”, justifica.

O CM tentou obter uma opinião por parte do PS e do BE mas até ao fecho do artigo não foi possível.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Ideias de futuro

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Garantir a Soberania Nacional

O Estado tem a obrigação de proteger e garantir a liberdade e segurança do povo português. Ora, as fronteiras, a moeda, a legislação e a soberania nacional são elementos que garantem a nossa independência e o direito de dispormos livremente do nosso destino. Porque somos contra uma Europa federal, que tende a dissolver a identidade nacional de cada povo, colocamos em causa a existência da moeda única e os tratados de Maastricht, Amesterdão e Nice. O princípio nacional é aquele que garante a existência dos nossos empregos, do nosso mercado interno, da nossa produção nacional, ou seja de um Estado ao serviço da Nação.
Connosco, Portugal será soberano.

Superar a angústia do desemprego

Aos Portugueses deve ser garantido o acesso a um posto de trabalho digno. O trabalho ilegal deve ser eficazmente punido. Os empregos dos Portugueses devem ser protegidos, através de medidas proteccionistas, contra a concorrência selvagem proveniente de países com baixos salários e fraca protecção social. A redução progressiva da exagerada carga fiscal (que visa somente sustentar um Estado burocrata e despesista) permitirá que as empresas se tornem mais competitivas e criem mais postos de trabalho.
Connosco, Portugal será produtivo.

Travar a imigração ilegal

Portugal não pode ter as suas fronteiras escancaradas à imigração que actualmente assola os países da Europa. A entrada de imigrantes sem qualquer controlo é hoje em grande medida responsável pelo aumento da criminalidade, pela existência de largas zonas de miséria e violência urbana e ainda pelo crescente clima de insegurança que se vive nas vilas e cidades portuguesas. Os imigrantes ilegais e delinquentes devem ser repatriados para os respectivos países de origem em condições dignas e humanas. Para evitar a imigração “disfarçada”, o direito de asilo será exclusivamente concedido a quem demonstrar que se enquadra nesse regime, o reagrupamento familiar será suprimido e a naturalização obedecerá a critérios exemplares.
Connosco, Portugal será português.

Prioridade total à Família

Consideramos a Família uma prioridade nacional. A Nação deve proporcionar aos pais portugueses os meios para escolherem livremente, sem restrições financeiras, entre o trabalho numa fábrica ou no escritório e a educação a tempo inteiro dos seus filhos. Com este objectivo, será atribuído ao pai ou mãe o salário de paternidade. As mães ou pais de família que se dediquem à educação dos seus filhos, conservarão todos os direitos sociais, à formação profissional e a uma reforma decente. Poderão também retomar a qualquer momento a sua actividade profissional.
Connosco, Portugal terá valores.

Justiça e segurança para as pessoas honestas

Porque é a primeira das liberdades, a segurança dos Portugueses será restabelecida. Todos os crimes e delitos serão combatidos eficazmente, as penas aplicadas serão cumpridas, os bandos de delinquentes desmantelados e as nossas fronteiras serão rigorosamente controladas. As leis portuguesas devem ser aplicadas em todo o território nacional, inclusive nos bairros degradados e conflituosos, onde hoje a polícia não entra. Os crimes de sangue, tráfico de droga, violação de menores e de imigração ilegal devem ter penas adequadas. A Polícia e a Justiça terão os seus meios reforçados.
Connosco, Portugal será seguro.

Apostar na formação profissional

O futuro dos jovens portugueses está comprometido porque, frequentemente, a falta de formação profissional os impede de obter um emprego. É preciso que os jovens portugueses tenham futuro. Para isso é necessário restabelecer, na escola e na universidade, as noções de trabalho e de mérito, condições indispensáveis para obter os diplomas com valor. A reabilitação do trabalho manual e o incremento da aprendizagem são igualmente fundamentais para permitir que cada jovem português tenha o seu emprego. Às empresas que admitam jovens no primeiro emprego serão garantidos benefícios fiscais.
Connosco, Portugal terá futuro.

Salvar a agricultura e o campo

A retoma económica das nossas zonas rurais é urgente. Tal passa pela recuperação da agricultura (reforma da política agrícola, anulação das dívidas dos agricultores, recusa da Organização Mundial de Comércio) e pela diversificação das actividades, nomeadamente no sector terciário: desenvolvimento do tele-trabalho e do trabalho no domicílio. Fortes incentivos fiscais facilitarão a instalação de empresas no interior, permitindo assim criar empregos e combater a desertificação rural. O Estado garantirá a manutenção dos serviços públicos de proximidade (escolas, correios, mercados, polícias, hospitais, etc.) e assegurará a existência das linhas ferroviárias secundárias e de acesso ao interior do País.
Connosco, Portugal será equilibrado.

Tornar os Portugueses proprietários

É imperioso realizar uma grande reforma fiscal: alguns impostos e taxas devem ser suprimidos (imposto sucessório, imposto de selo, etc.); outros devem ser reduzidos, como o IRS, Contribuição Autárquica, impostos camarários e contribuições sociais. As famílias portuguesas devem poder tornar-se proprietárias das suas habitações, por via de crédito bonificado a conceder em condições especiais, sobretudo a casais jovens. Tudo isto a par de uma verdadeira luta à corrupção, ao despesismo, e à evasão fiscal (de empresas e particulares).
Connosco, Portugal vai prosperar.

Protecção social garantida aos Portugueses

Milhares de Portugueses não têm residência própria e fixa e outros milhares vivem no limiar da pobreza. Grande parte dos jovens com menos qualificações profissionais está no desemprego. Defendemos que a preferência nacional em matéria de ajuda social ou de atribuição de habitação social tem que ser instituída. Os baixos salários serão revalorizados de modo que a todos seja possível viver dignamente.
Connosco, Portugal será justo.

Combater a corrupção política

A moral será restabelecida na vida nacional. Os procedimentos de controlo dos mercados públicos e de utilização de fundos comunitários serão reforçados. Aos políticos corruptos serão retiradas imunidades e esses crimes punidos com penas de prisão, sendo os corruptos impossibilitados de voltar a desempenhar cargos públicos. As redes mafiosas de corrupção serão fortemente penalizadas e o branqueamento de capitais não será tolerado. Os responsáveis públicos, em vez de se servirem dos seus cargos para proveito próprio, voltarão a dar o exemplo e a servir o interesse nacional.
Connosco, Portugal será transparente.

Garantir as pensões de reforma

O futuro das reformas dos Portugueses deve, antes de mais nada, ser garantido também pelo aumento da natalidade. É o objectivo da política familiar que propomos a destino, nomeadamente com a criação do salário de paternidade. Por outro lado, a generalização do sistema de reforma por capitalização dará a cada um a possibilidade de completar a sua reforma de base. Será atribuída a liberdade de fixar a idade de reforma. Por fim, a segurança social permitirá aos nossos compatriotas mais modestos beneficiar em todas as circunstâncias de uma reforma condigna e decente.
Connosco, Portugal será solidário.

Salvaguardar o ambiente e a natureza

Instituiremos legislação que garanta a protecção de lugares naturais, culturais e históricos. Uma verdadeira concertação de eleitos locais, associações de defesa do património e da natureza e populações será organizada para discussão de todos os projectos, de modo a obter uma inserção harmoniosa no meio ambiente. Uma política de recuperação das paisagens naturais, nomeadamente frente ao mar e na montanha, será sistematicamente levada a cabo. Campanhas anti-poluição financiadas segundo o princípio “quem polui paga” devolverão a pureza às águas dos nossos rios e ribeiras. A especulação incendiária será combatida e os incendiários metidos na cadeia. Os animais serão protegidos e a fauna selvagem, muitas vezes sacrificada, será objecto de atenção particular.
Connosco, Portugal será ambientalista!


http://www.pnr.pt

Família anda em fuga há uma semana temendo pela vida

Uma família de quatro pessoas, pai, mãe e dois filhos, um deles com 10 anos e o outro com 16, anda em fuga há mais de uma semana com medo de serem mortos, na sequência de uma rixa ocorrida na semana passada, em Abrantes, provocada pela posse de um telemóvel.
O casal e os dois filhos estão num local secreto e só falam com familiares e com as autoridades por telemóvel, à espera de uma protecção policial que só pode ser determinada pelo Ministério Público, na sequência da respectiva queixa. Os perseguidores, residentes também na zona de Abrantes, fazem parte de uma minoria étnica. A própria GNR já contactou com o seu patriarca, para evitar incidentes graves.
No entanto, o pai e a mãe da mulher do casal já entretanto foram sovados, ao fim da tarde de quarta-feira da semana passada, tendo que receber tratamento hospitalar; ela no Hospital de Santa Maria, em Lisboa; ele em Abrantes. Um grupo invadiu a propriedade e residência da família em fuga, na aldeia de Abrançalha de Cima, a poucos quilómetros de Abrantes. "Como não encontraram a minha filha nem o meu genro nem os meus netos vingaram-se em nós", contou, ao JN, Ana, de 58 anos, com o rosto marcado pela violência, um olho negro, um osso da cara partido, o braço esfolado. O marido, João, de 60 anos, não ficou melhor, tem um vergão nas costas provocado por uma pancada de bastão e a cabeça com um profundo golpe que teve que ser suturado.
Tinham ido a casa da filha tratar da horta e dos animais e foram surpreendidos pelos atacantes. Testemunhas dizem que o grupo usava bastões e soqueiras metálicas e só fugiram depois dos gritos de socorro. "Porque é que nos fizeram isto? Nós não fazemos mal a ninguém", lamenta-se Ana.
O primeiro incidente ocorreu na noite de segunda-feira da semana passada, frente ao centro comercial Millenium, em Abrantes. O filho do casal, Luís, de 16 anos, estava com um amigo no centro comercial quando foi assediado por um menor, que lhe perguntava as horas. Ele disse que não tinha relógio e o garoto disse que podia ver o telemóvel. Houve recusa e a partir daí começou a discussão, seguida de pancadaria, com a chegada de familiares do menor.
O pai de Luís, António, de 40 anos, chegou entretanto também ao local e o jovem acabou por puxar de uma navalha, com que golpeou um dos quatro agressores. "O meu filho apenas quis defender o pai", contou Alexandra, de 35 anos, ao JN, através de uma conversa por telemóvel.
A PSP tomou conta do caso e os ferimentos foram todos ligeiros, resolvidos no Hospital de Abrantes, mas a verdade é que no dia seguinte, terça-feira, após várias ameaças, pai e filho foram a tribunal prestar declarações mas sob escolta da GNR. O regresso a casa foi feito da mesma forma, por determinação do Ministério Público de Abrantes, para evitar incidentes.
À tarde, António teve informações de que estavam a ser preparadas vinganças contra ele e a família e "só tiveram tempo de pôr umas coisas no carro e fugir", recordou Rosa, mãe de António. Fugiram praticamente com a roupa que tinham no corpo e algum dinheiro.
Mas se a família anda sob agitação, a aldeia inteira também. Abrançalha de Cima anda sob permanente tensão receando um banho de sangue. É que, diariamente, carros dos perseguidores percorrem a localidade, presumivelmente à espera do regresso da família-alvo. "Aparecem aí ao fim da tarde e à noite" apontou um popular, que pediu o anonimato.
Parte das incursões tem sido feita na área da aldeia, da responsabilidade da PSP, tendo as autoridades sido chamadas a intervir. Até agora não tem havido incidentes, mas há familiares da família em fuga que poderão vir a tomar atitudes mais radicais. "Eles andam sempre por aí e qualquer dia é dia. Se ninguém faz nada, fazemos nós".


http://jn.sapo.pt/2007/08/16/policia...a_temendo.html

nem tenho imagem para descrever esta merda...