
Objectivo da PSP ao empenhar forças especiais é interceptar ou seguir carros roubados.
A PSP vai começar a operar em Lisboa, Setúbal e Porto com equipas especiais para combater o fenómeno do carjacking, com recurso ao GOE, Corpo de Segurança Pessoal e Corpo de Intervenção e à Investigação Criminal.
Em causa está a subida vertiginosa do número de roubos de automóveis, da ordem dos 70%, apenas no que diz respeito aos primeiros quatro meses deste ano, face a igual período do ano passado. No entanto, já no ano passado, a tendência de crescimento era da ordem dos 36%. É neste sentido que a PSP, soube o JN, está a incrementar a constituição das equipas especiais, com recurso directo ao Grupo de Operacões Especiais (GOE) - a primeira vez que tal acontece -, justificado pelo facto de, na quase totalidade dos casos de "carjacking", terem sido utilizadas armas de fogo. Os primeiros testes das novas equipas começam já este fim-de-semana, se bem que a Direcção Nacional (DN) da PSP não tenha confirmado nem desmentido a informação recolhida pelo JN. O secretismo está a rodear todas as operações de levantamento e organização das novas equipas, mas o JN sabe que a Direcção Nacional da PSP está a recorrer a viaturas descaracterizadas do Corpo de Segurança Pessoal e do Grupo de Operações Especiais, assim como da própria DN. Cada viatura terá como condutor um elemento do Corpo de Segurança Pessoal; como pendura, seguirá um agente do GOE; e, atrás, um elemento do CI e um agente da Investigação Criminal. As equipas ficarão em locais estratégicos, durante a madrugada, e logo que seja dado o alerta, via rádio ou telemóvel, sobre uma viatura suspeita, é dada a ordem de avanço para intercepção ou posterior intervenção. Nesta nova situação, um elemento essencial é o condutor do Corpo de Segurança Pessoal, que tem profissionais que normalmente protegem altas entidades e estão preparados para conduzir a altas velocidades, reduzindo o risco de acidente. As equipas vão rodar pelas regiões de Lisboa, Setúbal e Porto, onde ocorreram mais casos de "carjacking". Em cada zona de acção apenas varia o agente de investigação criminal, que terá sempre origem na Divisão com a responsabilidade da área. A medida justifica-se pelo conhecimento da área, mas também por um melhor conhecimento dos grupos criminosos, em particular dos gangues, de onde vem a maioria dos participantes no "carjacking". Algumas das equipas deverão começar já a operar - eventualmente na área de Lisboa -, se bem que na próxima semana vão ainda decorrer treinos nas instalações do Grupo de Operações Especiais, em Belas, para mais facilmente serem integrados os vários elementos. Com efeito, é a primeira vez que, em Portugal, são testadas estruturas desta natureza, se bem que no início do ano a GNR já tenha iniciado uma similar operação contra o "carjacking", mas apenas quase exclusivamente reduzida à região de Lisboa e com condutores sem a formação da área da segurança pessoal. No entanto, desta feita, a força da PSP terá que estar ligada à GNR para efeitos de informação, assim como à Polícia Judiciária, que entretanto já criou no Porto uma equipa específica para investigar este tipo de crime.
In«jn», por Carlos Varela, 07/06/2008



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“A Europa não pode viver sem as pátrias e, realmente, ela morreria, se matasse os seus próprios órgãos, ao matá-las; mas as pátrias já não podem viver sem a Europa. Nascidas da Europa, devem tornar à Europa. Elas rasgaram-na, no tempo do seu crescimento maravilhoso, como crianças que se emancipam cruelmente da mãe para devorarem a sua parte do destino; mas hoje precisam de refugiar-se e revigorar-se nela.









