sábado, 31 de maio de 2008

Mito" do Holocausto é sucesso na TV do Irão


Todas as noites, às 22.00, milhares de iranianos sentam-se à frente da televisão, sintonizados no Channel One, para ver a série A Zero Degree Turn, a mais cara produção alguma vez emitida pela televisão do Estado Islâmico Republicano. A aposta é já um dos maiores sucessos da televisão iraniana deste ano, estreado no início do mês passado. Até aqui nada de novo, não fosse o facto de este programa abordar o tema do Holocausto ocorrido durante a II Guerra Mundial. Um facto histórico negado pelo próprio Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, para quem tudo não passa de "um mito".

A série é emitida todas as segundas-feiras, durante uma hora, e é centrada na história de amor entre um homem de origem iraniano-palestinana, Habib Parsa, e uma judia francesa, Sarah Struk. Durante 30 episódios, este herói, que se encontra a estudar em Paris, vai tentar salvar o seu amor dos campos de concentração nazi em França, tentando obter através da Embaixada do Irão um passaporte para a jovem e respectiva família, para fugirem para o seu país de origem.

"Os iranianos sempre fizeram a diferenciação entre judeus normais e a minoria sionista", comenta o autor e realizador da série, Hassan Fatthi. Acrescentado que "o assassínio de judeus inocentes durante a II Guerra Mundial é tão repugnável, triste e chocante como as mortes de mulheres e crianças inocentes palestinianas por soldados sionistas racistas".

Hassan Fatthi, de 48 anos, é um conhecido realizador de ficção histórica que trabalha para a televisão no Irão. Já realizou vários programas sobre a história do seu país, mas fez também séries de comédia, tendo sido aclamado pela crítica internacional há dois anos, pelo seu trabalho Marriage, Iranian Style.

A ideia para fazer A Zero Degree Turn "surgiu há quatro anos quando estava a ler um livro sobre a II Guerra Mundial", que abordava a questão do charge d'affaires (encarregado de negócios - substitui o embaixador na ausência deste) da Embaixada do Irão em Paris. Na época, Abdol Hussein Sardari salvou milhares de judeus europeus ao forjar passaportes iranianos, alegando que faziam parte do povo iraniano. Esta história verídica faz também lembrar o caso português de Aristides de Sousa Mendes.

A série foi filmada em Paris, Budapeste e Teerão, com actores bem conhecidos do público iraniano, como é o caso do protagonista, Shahab Husseini. |

2 comentários:

Urandir disse...

As escolas do médio oriente ou asiáticas vêem de forma diferente os efeitos do conflito mundial.

Para um judeu russo ou chines, por exemplo, a defesa de um holocausto diferenciado é uma proposta totalmente sem sentido, já que durante e após o conflito mundial, nunca houve esse tipo de preconceito entre eles.


O regime comunista proibiu "a praticagem" de qualquer tipo de religião, mas perseguir os judeus (por racismo) nunca houve e se houve? é um falso argumento usado pela doutrina anticomunistas que assolou os povos ocidentais mas que agora para eles é só mais uma novidade inventada pelos americanos e que esta sendo usada pelos iranianos como chacota.

Alias, as maiores colonias judaicas ainda estão na Rússia e de forma alguma, os judeus russos iriam acreditar nessa.

Mas se quiserem transferir essa doutrina para a Ásia, como fazem aqui no ocidente, vai ser muito difícil convencer a acreditarem.

Anónimo disse...

Regime comunista ?Doutrina anticomunista ? Doutrinas asiáticas ?

Que se fodam as doutrinas e os regimes !


Nome do campo País (atual) Tipo de campo Tempo de Operação Número estimado de prisioneiros Número estimado de mortes Sub-campos Web
Arbeitsdorf Alemanha Trabalho 8 de abril, 1942 - 11 de outubro, 1942 min. 600 nenhum
Auschwitz-Birkenau Polônia Extermínio e trabalho. abril 1940 - janeiro 1945 400.000 1.100.000 - 1.500.000 Lista [1]
Bardufoss Noruega Concentração março 1944 - ? 800 250 ?
Belzec Polônia Extermínio. março 1942 - junho 1943 600.000 [2]
Bergen-Belsen Alemanha Coleta. abril 1943 - abril 1945 70.000 2 [3]
Bolzano Itália Trânsito. julho 1944 - abril 1945 11.116 Lista
Bredtvet Noruega Concentração. ? ? ? ?
Breendonk Bélgica Prisão e trabalho. 20 de setembro, 1940 - setembro 1944 min. 3532 min. 391 nenhum. [4]
Breitenau Alemanha Trabalho. junho 1933 - março 1934, 1940 - 1945 470; 8500 [5]
Buchenwald Alemanha Trabalho. julho 1937 - abril 1945 250.000 56.000 Lista [6]
Chełmno Polônia Extermínio. dezembro 1941 - abril 1943;
abril 1944 - janeiro 1945
340.000
Dachau Alemanha Trabalho. março 1933 - abril 1945 200.000 min. 30.000 Lista [7]
Falstad Noruega Prisão. dezembro 1941 - maio 1945 min. 200 [8] [9]
Flossenbürg Alemanha Trabalho. maio 1938 - abril 1945 min. 100.000 30.000 Lista [10]
Grini Noruega Prisão. December 14 de junho, 1941 - maio 1945 19.788 8 Fannrem, Bardufoss, Kvænangen
Gross-Rosen Polônia Trabalho. agosto 1940 - fevereiro 1945 125.000 40.000 Lista [11]
Herzogenbusch ('s-Hertogenbosch) Países Baixos Prisão e trânsito. 1943-verão de 1944 Lista [12]
Hinzert Alemanha Agrupamento. julho 1940 - março 1945 14.000 min. 302 [13]
Jasenovac Croácia Extermínio. agosto 1941 - abril 1945 700.000 [14]
Kaufering/Landsberg Alemanha Trabalho. junho 1943 - abril 1945 30.000 min.14.500 [15]
Kauen
(Kaunas) Lituânia Gueto e internação. Prawienischken [16]
Klooga Estônia Trabalho. verão 1943 - 28 de setembro, 1944 2.400
Langenstein Zwieberge Alemanha Buchenwald camp abril 1944 - abril 1945 5.000 2.000
Le Vernet França Internação 1939 - 1944
Lwów
(L'viv) Ucrânia Gueto, trânsito, trabalho e extermínio. setembro 1941 - novembro 1943 mais de 40.000 nenhum. [17]
Majdanek
(KZ Lublin) Polônia Extermínio. julho 1941 - julho 1944 78.000 [18]
Malchow Alemanha Trabalho e trânsito. inverno 1943 - 8 de maio, 1945 5,000
Maly Trostenets Bielorrússia Extermínio. julho 1941 - junho 1944 200.000-500.000
Mauthausen-Gusen Áustria Trabalho. agosto 1938 - maio 1945 195.000 min. 95.000 Lista [19]
Mittelbau-Dora Alemanha Trabalho. setembro 1943 - abril 1945 60.000 min. 20.000 Lista [20]
Natzweiler-Struthof França Trabalho. maio 1941 - setembro 1944 40.000 25.000 Lista [21]
Neuengamme Alemanha Trabalho. 13 de dezembro,1938 - 4 de maio, 1945 106,000 55,000 Lista [22]
Niederhagen Alemanha Prisão e trabalho. setembro 1941 - início 1943 3.900 1.285 [23]
Oranienburg Alemanha Agrupamento. março 1933 - julho 1934 3.000 min. 16 [24]
Osthofen Alemanha Agrupamento. março 1933 - julho 1934
Płaszów Polônia Trabalho. dezembro 1942 - janeiro 1945 min. 150,000 min. 9,000 Lista [25]
Ravensbrück Alemanha Trabalho. maio 1939 - abril 1945 150.000 (min. 90.000) Lista [26]
Riga-Kaiserwald
(Mežaparks) Letónia Trabalho. 1942 - 6 de agosto, 1944 20,000? 16, incl. Eleja-Meitenes [27]
Risiera di San Sabba
(Trieste) Itália Detenção da polícia. setembro 1943 - 29 de abril, 1945 5000 [28]
Sachsenhausen Alemanha Trabalho. julho 1936 - april 1945 min. 200.000 (100.000) Lista [29]
Sobibór Polônia Extermínio. maio 1942 - outubro 1943 250.000
Stutthof Polônia Labour camp setembro 1939 - maio 1945 110.000 65.000 Lista [30]
Lager Sylt
(Alderney) Ilhas do Canal Trabalho. março 1943 - junho, 1944 1000? 460 [31]
Theresienstad República Tcheca Trânsito e gueto. novembro 1941 - maio 1945 140.000 35.000 [32]
Treblinka Polônia Extermínio. julho 1942 - novembro 1943 min. 800.000
Vaivara Estônia ? 15 de setembro, 1943 - 29 de fevereiro, 1944. ? ? 22 [33]
Varsóvia Polônia Extermínio e trabalho. 1942 - 1944 Acima de 40.000 Acima de 200.000
Westerbork Países Baixos Agrupamento. October 1939 - abril 1945 102.000 [34]
Negar isto que não é nem um terço das atrocidades que se praticaram e praticam hoje é ser-se o quê ? Maníaco-depressivo ? Pouco entendedor da DOUTRINA ?!