sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Criança pica-se em seringa na praia



Um menino de seis anos picou um pé com uma agulha de uma seringa suspeita quando brincava no areal da Praia da Rocha, em frente ao Sasha Beach, às 17h00 da passada quarta-feira. Os primeiros exames nada registaram de grave, mas a criança terá de ser acompanhada durante um ano.

“O meu filho estava a brincar, sentando na toalha, e ao fazer um movimento com um pé sentiu uma picadela. Os responsáveis da escola que acompanhavam os miúdos viram a agulha e aperceberam-se de imediato da eventual gravidade do sucedido”, conta Maura Domingos, mãe da criança.

A proprietária da escola “veio dar-me a notícia ao meu local de trabalho e nunca pensei que se tratasse de um acidente deste tipo, pois não me parece muito normal a presença de seringas na areia, muito menos numa das praias mais frequentadas do Algarve”.

Assistido no Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Portimão, o menino foi depois conduzido para o Hospital do Barlavento. “Os médicos da pediatria solicitaram a realização de várias análises, felizmente sem resultados preocupantes. Contudo, é necessário aguardar cerca de um ano para podermos ficar tranquilos e estão previstos novos exames dentro de um mês, daqui a seis meses e ainda em Julho de 2007”, refere Maura Domingos.

A mãe do pequeno quis saber junto dos responsáveis clínicos do hospital se havia a possibilidade do filho vir a contrair uma doença grave e “disseram-me para rezar, pois alguns problemas complicados só se revelam passados meses.”

Maura Domingos vive “num estado de grande ansiedade e nervosismo, face ao sucedido. Quando me disseram o que tinha acontecido, e como a minha sócia não estava no trabalho [um salão de cabeleireiro], fechei as portas e fui a correr para perto do meu único filho. Sinto uma grande revolta, face à incerteza com que terei de viver durante um ano, devido à irresponsabilidade de alguém”.

A criança “deixou de querer ir à praia. Recusa-se a acompanhar os colegas e prefere ficar na escola. Não tem a noção da gravidade do sucedido mas ficou traumatizada, pois passou várias horas no hospital.”

Maura Domingos ainda não decidiu se apresenta ou não queixa junto da Polícia Judiciária. “Aconselharam-me a fazê-lo e possivelmente vou seguir essa indicação, mas sem grandes esperanças. Será sempre uma queixa contra desconhecidos e não creio que as autoridades possam encontrar quem deixou a seringa no areal. O que eu quero e desejo é que este pesadelo passe depressa, sem consequências para o futuro do menino.”

PORMENORES

CUIDADOS

A mãe do menino de seis anos lamenta a falta de preparação perante problemas deste tipo. “O nadador-salvador não sabia como agir e fazem-se campanhas para tudo e mais alguma coisa, gastando somas apreciáveis, mas, na prática, as pessoas não sabem como lidar com situações concretas, como esta.”

COMO PROCEDER

Segundo Maura Domingos apurou posteriormente, a zona atingida pela picada “deveria ter sido espremida, com os necessário cuidados (utilizando a protecção adequada, luvas) e, depois, aplicada lixívia. Dois guardas, que estavam por perto, perguntaram se a criança andava e também não sabiam como proceder.”
Armando Alves
Fonte: Correio da Manhã

3 comentários:

Pedro Carruna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Infelizmente hoje (26 de Abril de 2010)encontrei uma na Praia da Rainha. Mostrei a minha indignação à Polícia Marítima mas eles "encolheram" os ombros.Só tenho pena que esses "merdas" que são apelidados de doentes, não morram assim que se espetam.Se eles nem respeito têem por si próprios, como podemos exigir que tenham pela restante população?

Anónimo disse...

Infelizmente hoje (26 de Abril de 2010)encontrei uma na Praia da Rainha. Mostrei a minha indignação à Polícia Marítima mas eles "encolheram" os ombros.Só tenho pena que esses "merdas" que são apelidados de doentes, não morram assim que se espetam.Se eles nem respeito têem por si próprios, como podemos exigir que tenham pela restante população?