sábado, 9 de junho de 2007

Portugal mais plural - e menos Portugal


Nada acontece por acaso. Ontem, o primeiro ministro «presidiu à entrega de um certificado de nacionalidade, uma bandeira e a Constituição da República Portuguesa a 324 novos cidadãos portugueses, beneficiários da nova Lei da Nacionalidade», tudo em nome do “melhor que Portugal tem para dar ao mundo” (sic) e da palavra mágica “inclusão”. Para a malta que nos governa, para se ser português basta ter os pais a residir em Portugal há cinco anos; é o plano quinquenal da aquisição de nacionalidade. Note-se que, desde que a nova lei da Nacionalidade entrou em vigor, a 15 de Dezembro de 2006, foi concedida a nacionalidade portuguesa a pessoas com origem em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, Brasil, Rússia, Roménia, Moldávia, China, Índia, São Tomé e Príncipe, Ucrânia, Paquistão, Bangladesh, Holanda e Marrocos. Portugal rima com plural mas isto é uma completa Babilónia. Vence a ideologia maçónico-jacobina do “cidadão”, a única nacionalidade que verdadeiramente interessa a quem nos governa.
Como uma desgraça nunca vem só, hoje o senhor Rui Marques, o Alto Comissário para as Migrações e Minorias Étnicas português (notável a precisão da nacionalidade do komissar por parte do “Sol”), vem defender o direito de voto para os imigrantes pois estes «devem participar na vida democrática e ser co-responsáveis pelo futuro», tendo em vista - adivinham? - a inclusão. Este Rui Marques é o mesmo que, em brochuras editadas pelo nosso governo - portanto pagas por todos nós, os tansos fiscais -, defende que a identidade portuguesa é melhor defendida promovendo-se a miscigenação.
Devagarinho, devagarinho, aumenta a facilidade com que se adquire a nacionalidade e outros direitos, numa paridade tendencialmente total entre portugueses (seja lá o que isso queira dizer hoje em dia) e imigrantes e seus descendentes. Qualquer dia os filhos de imigrantes adquirem a nacionalidade portuguesa logo que nasçam, os imigrantes podem votar em todas as eleições, se calhar até passam a ter mais direitos que os nativos, em nome da inclusão e da discriminação positiva. E quiçá iconoclastas como este que se assina são banidos da sã convivência democrática e inter-cultural - em nome da inclusão, claro.

2 comentários:

Sr Martelo disse...

é obvio que vocês desconhecem que a imigração legal contribui positivamente para a economia e para criar mais postos de trabalho.

se são contr aa entrega da nacionalidade portuguesa a pessoas que residem cá à 5 anos, então a ideia de imigrante desagrada-vos. afinal de contas são mesmo xenofobos e etnocentristas.

Anónimo disse...

PRETOGUESES ENSINAM MACACOS DOS PALOP A PESCAR...

MACACOS DOS PALOP PESCAM PRETOGUESES...

É SÓ RIR!